JUR-04 · Juros
Inadimplência e endividamento das famílias
Como ler este indicador
Impacto para o país
- Se o número sobe
- Mais famílias atrasam pagamentos ou se endividam: sobra menos renda para o consumo e os bancos tendem a encarecer o crédito.
- Se o número desce
- Menos atrasos e endividamento indicam finanças familiares mais saudáveis e crédito com menos risco.
- O ideal
- Atrasos baixos e endividamento que caiba na renda das famílias sem sufocar o orçamento.
- Para que serve
- Parcela dos empréstimos das famílias em atraso e quanto da renda anual elas devem aos bancos.
- Por que importa
- Mostra o aperto financeiro das famílias.
- Leitura
- Quanto menor, melhor Menos atraso indica famílias com finanças mais saudáveis.
- Meta oficial
- Não há meta oficial com valor e prazo registrada para este indicador.
Referência — mandato completo (2019–2022 × 2023–2026, com 8 meses de 2026): Bolsonaro (2019–2022) (3,41 × 4,40)
Só o dado mais recente (mesma altura de cada mandato, inclui 2026): Bolsonaro (2019–2022) (No 44º período do mandato: ago/2022 = 3,78 × ago/2026 = 6,03)
Anos completos (2026 fora): Bolsonaro (2019–2022)
Sem os anos da pandemia (2020 e 2021): Bolsonaro (2019 e 2022)
Média anual (%) — média de 2019–2022: 3,41 · 2023–2025: 4,14 (%).
Compara resultados, não prova que o governo os causou: pandemia (2020–2021), cenário externo, Congresso, Banco Central e estados também influenciam. Nos anos completos, 2026 não entra (ano em curso); na comparação até o último dado, 2026 entra como período parcial, sempre contra os mesmos meses de 2019–2022. Diferença menor que 10% da variação típica anual conta como empate. Ver todos os indicadores e montar um painel com pesos.
Como as decisões do governo afetam este número no tempo
- Curto prazo · até 1 anoRenegociação de dívidas das famílias e regras de consignado podem reduzir atrasos em meses; crédito muito facilitado pode elevar o endividamento.
- Médio prazo · 1 a 4 anosEmprego e renda das famílias são o principal motor; juros altos do Banco Central elevam os atrasos com algum atraso.
- Longo prazo · mais de 4 anosRegulação do crédito, prevenção do superendividamento e renda estável moldam o endividamento das famílias.
- Herança
- Dívidas que as famílias contraíram antes da posse continuam pesando no início do mandato.
- Peso do governo federal
- Baixo: depende mais de estados, mercado, clima ou cenário externo Banco Central (juros e regulação), bancos, mercado de trabalho, inflação.
Dados até ago/2026 · coletado em 15/10/2026, 09:49 · Estatísticas do BCB: revisado (revisões rotineiras; Metodologia §7).
Comparação entre os períodos
Média dos valores do ano (exige o ano completo). Resumo: média dos anos. Bolsonaro: 2019–2022. Lula: 2023–2025 (3 ano(s) completo(s); 2026 não entra).
Atenção ao comparar
- Quantidade de anos diferente: Bolsonaro 4 ano(s) com dado; Lula 3 ano(s) completo(s) com dado (2026 não entra).
Quanto menor, melhor. Número mais alto é pior para o país. Menos atraso indica famílias com finanças mais saudáveis.
Tabela com os dados do gráfico
| Período | Mandato | Média anual (%) | Estado / nota |
|---|---|---|---|
| 2019 | Bolsonaro 2019–2022 | 3,48 | Revisado |
| 2020 | Bolsonaro 2019–2022 | 3,52 | Revisado |
| 2021 | Bolsonaro 2019–2022 | 2,97 | Revisado |
| 2022 | Bolsonaro 2019–2022 | 3,66 | Revisado |
| 2023 | Lula 2023–2026 | 4,10 | Revisado |
| 2024 | Lula 2023–2026 | 3,76 | Revisado |
| 2025 | Lula 2023–2026 | 4,55 | Revisado |
Abrir no comparador (janela personalizada, lacunas, revisões e fonte original).
Notas da coleta
- Programas de renegociação e mudanças regulatórias afetam a inadimplência.
- Resolução CMN 4.966 (jan/2025) mudou critérios e elevou a inadimplência medida: o BC estima cerca de 40% da alta entre dez/2024 e jun/2026 (RPM set/2026).
Ficha metodológica
- Definição e unidade
- inadimplência da carteira de crédito a pessoas físicas (%) e endividamento das famílias com o Sistema Financeiro Nacional em relação à renda de 12 meses (%), com e sem o crédito habitacional.
- Fonte e URL oficial
- Banco Central, SGS 21084 (inadimplência PF), 29037 e 29038 (endividamento; total e sem habitacional); 21082 (inadimplência total, PF + PJ) como complemento. https://dadosabertos.bcb.gov.br/ ·
SRC-BCB-SGS - Periodicidade e cobertura
- mensal. Usado: dez/2018 até o último.
- Atualização
- inadimplência com último dado verificado em ago/2026; endividamento, em jul/2026.
- Método de cálculo
- C1: valor de dezembro e média anual. C2 e C3 conforme §3.
- Estado
- revisado.
- Limitações e fatores externos
- juros, renda, programas de renegociação de dívidas e mudanças regulatórias. Quebra em jan/2025: a Resolução CMN 4.966 mudou a forma de medir a inadimplência; segundo o BC, os novos critérios explicam "cerca de 40% do aumento na taxa de inadimplência da carteira de crédito apurado entre dezembro de 2024 e junho de 2026" (Relatório de Política Monetária, set/2026). Até 14/10/2026 a série principal era a inadimplência total (PF + PJ), corrigida para pessoas físicas em 15/10/2026; as empresas estão no JUR-05.
- Influência federal
- Baixa.
- Comparações disponíveis
- C1 ✔ · C2 ✔ · C3 ✔
Fontes e proveniência
- SRC-BCB-SGS — BCB · Sistema Gerenciador de Séries Temporais
| Série | Unidade | Observações | Snapshot |
|---|---|---|---|
Inadimplência da carteira de crédito — pessoas físicas, total SGS:21084 | % | 93 (dez/2018 a ago/2026) | SRC-BCB-SGS:effb85ee6258fa89 |
Endividamento das famílias com o SFN em relação à renda de 12 meses SGS:29037 | % | 92 (dez/2018 a jul/2026) | SRC-BCB-SGS:6064731bf6778683 |
Endividamento das famílias com o SFN, exceto crédito habitacional, em relação à renda de 12 meses SGS:29038 | % | 92 (dez/2018 a jul/2026) | SRC-BCB-SGS:df62cbb669b1bdef |
Inadimplência da carteira de crédito — total (pessoas físicas e jurídicas) SGS:21082 | % | 93 (dez/2018 a ago/2026) | SRC-BCB-SGS:eeaa0e1b59a94ec6 |
Propostas dos candidatos para juros — em página separada (módulo Eleição 2026).