Módulo Histórico

Bolsonaro 2019–2022 × Lula 2023–2026

Resultados observados em dados oficiais. 2026 é parcial (até a última data publicada). Não há atribuição automática ao presidente.

Azul: Jair Bolsonaro (2019–2022) e Flávio Bolsonaro (candidato) · Vermelho: Lula. A cor identifica o lado; os resultados de 2019–2022 são do governo Jair Bolsonaro, não de Flávio, que não exerceu a Presidência.

Por classe de renda

Como a renda e a inflação mudaram para a classe baixa, a média e a alta em cada período — com cortes oficiais do IBGE e do IPEA, sempre comparando o mesmo número de anos ou de meses de cada mandato.

  1. Veja como cada classe é definidaBaixa = 40% mais pobres; média = 50% do meio; alta = 10% mais ricos (IBGE). A inflação usa as seis faixas de renda do IPEA.
  2. Compare a rendaQuanto a renda real por pessoa de cada classe mudou no mesmo número de anos de cada mandato.
  3. Compare a inflaçãoQuanto os preços subiram para cada faixa de renda nos mesmos meses de cada mandato.

Em qual período a renda de cada classe subiu mais

Para comparar períodos de tamanhos diferentes (4 anos de Bolsonaro × 3 de Lula até agora), o placar usa a taxa média por ano. Regra pública: diferença menor que 1 ponto percentual por ano é “praticamente igual”. A leitura no mesmo número de anos aparece embaixo de cada resultado.

Classe baixa

40% mais pobres

▲ Herança positivaEm 2022, último ano do governo anterior, a renda real desta classe já subia (+20,6% sobre 2021, ano da pandemia).

R$ 4752018R$ 5122022R$ 6642025

2018→2022 (Bolsonaro) · 2022→2025 (Lula)

Renda real por pessoa quanto maior, melhor

Bolsonaro · 4 anos+1,9%/anoLula · 3 anos+9,0%/ano

Subiu mais em 2023–2026No total: +7,8% × +29,7%. Mesmo número de anos (3): −10,6% × +29,7% — aponta o mesmo lado.

Inflação da faixa de renda quanto menor, melhor

Bolsonaro · 4 anos6,6%/anoLula · 3,6 anos4,5%/ano

Menor em 2023–2026Acumulada: 29,1% em 2019–2022 × 16,9% desde jan/2023. Mesmos 43 meses: 27,7% × 16,9%.

Classe média

50% do meio

▲ Herança positivaEm 2022, último ano do governo anterior, a renda real desta classe já subia (+8,6% sobre 2021, ano da pandemia).

R$ 1.7592018R$ 1.7402022R$ 2.1742025

2018→2022 (Bolsonaro) · 2022→2025 (Lula)

Renda real por pessoa quanto maior, melhor

Bolsonaro · 4 anos−0,3%/anoLula · 3 anos+7,7%/ano

Subiu mais em 2023–2026No total: −1,1% × +24,9%. Mesmo número de anos (3): −9,0% × +24,9% — aponta o mesmo lado.

Inflação da faixa de renda quanto menor, melhor

Bolsonaro · 4 anos6,1%/anoLula · 3,6 anos4,8%/ano

Menor em 2023–2026Acumulada: 26,9% em 2019–2022 × 18,1% desde jan/2023. Mesmos 43 meses: 25,7% × 18,1%.

Classe alta

10% mais ricos

▲ Herança positivaEm 2022, último ano do governo anterior, a renda real desta classe já subia (+1,7% sobre 2021, ano da pandemia).

R$ 8.0942018R$ 7.3372022R$ 9.1172025

2018→2022 (Bolsonaro) · 2022→2025 (Lula)

Renda real por pessoa quanto maior, melhor

Bolsonaro · 4 anos−2,4%/anoLula · 3 anos+7,5%/ano

Subiu mais em 2023–2026No total: −9,4% × +24,3%. Mesmo número de anos (3): −10,9% × +24,3% — aponta o mesmo lado.

Inflação da faixa de renda quanto menor, melhor

Bolsonaro · 4 anos5,7%/anoLula · 3,6 anos5,1%/ano

Praticamente igualAcumulada: 25,0% em 2019–2022 × 19,5% desde jan/2023. Mesmos 43 meses: 23,4% × 19,5%.

O que mudou no país nos mesmos períodos

A renda das classes não depende só do governo federal: economia, preços, juros, emprego, salário mínimo e transferências mudaram ao mesmo tempo. Em 2019–2022 houve a pandemia (2020–2021), queda do PIB em 2020, inflação de dois dígitos em 2021 e um auxílio emergencial temporário. Em 2023–2025, o desemprego caiu, o salário mínimo teve ganho real, o programa de transferência ficou maior — e a dívida pública e os juros subiram. Ganhos apoiados em gasto público têm custo que aparece na dívida e nos juros no médio e longo prazo. Esta tabela põe os fatores lado a lado; ela não mede quanto cada um explica.

Contexto nos anos completos de cada período (dados do Eleitor Informado)
Fator2019–20222023–2025Por que pesa na renda das classes
PIB — crescimento real médio por ano+1,4% (2020: −3,3%)+3,0%Economia crescendo gera mais vagas e mais renda do trabalho, que é a maior parte da renda das classes média e alta.
Inflação (IPCA) — média por ano6,2% (2021: 10,1%)4,6%Inflação alta corrói salários e benefícios; pesa mais para quem gasta quase toda a renda em comida e moradia.
Juros (Selic) — média no período6,4% ao ano12,8% ao anoJuros altos encarecem dívidas e crédito e freiam a economia; quem tem aplicações financeiras ganha mais.
Desemprego — média por ano12,1%6,9%Menos desemprego aumenta a renda das famílias, principalmente das que dependem de trabalho informal ou de baixa renda.
Pessoas ocupadas — variação no período+3,8% (2019→2022)+6,1% (2022→2025)Mais gente trabalhando na mesma casa eleva a renda por pessoa da família.
Salário mínimo real — variação no período−1,7% (2019→2022)+10,4% (2022→2025)O mínimo reajusta aposentadorias, BPC e muitos salários: pesa sobretudo na classe baixa e na média-baixa.
Programa federal de transferência de renda — gasto real médio por anoR$ 61 bi + auxílio emergencial: R$ 417 bi em 2020 e R$ 79 bi em 2021R$ 181 biTransferências chegam sobretudo aos 40% mais pobres: mudam a renda da classe baixa muito mais que a das outras.
Dívida bruta do governo — % do PIB75,3% → 71,7% (dez/2018→dez/2022)71,7% → 78,6% (dez/2022→dez/2025)Gasto maior que a arrecadação aumenta a dívida; dívida subindo pressiona juros e limita gastos futuros — um efeito de médio e longo prazo.

Renda: rendimento domiciliar por pessoa, já descontada a inflação (IBGE). Inflação: média das faixas do IPEA ligadas a cada classe — são cortes diferentes e os dois indicadores não se somam. 2020 teve o auxílio emergencial, que elevou a renda dos mais pobres naquele ano; 2020–2021 tiveram pandemia. Comparar não prova que um governo causou o resultado.

Renda real por classe — no mesmo número de anos

Variação acumulada quanto maior, melhor · barra à esquerda do zero = queda

R$ por pessoa, a preços médios de 2025. Variação no mesmo número de anos de cada mandato, a partir do ano anterior à posse. Fonte: IBGE, PNAD Contínua anual — tabela 7533 (rendimento domiciliar per capita médio real por classe de percentual).

Classe baixa (40% mais pobres)

2018→2021−10,6%2022→2025+29,7%

Mandato completo 2019–2022 (2018→2022): +7,8%.

Classe média (50% do meio)

2018→2021−9,0%2022→2025+24,9%

Mandato completo 2019–2022 (2018→2022): −1,1%.

Classe alta (10% mais ricos)

2018→2021−10,9%2022→2025+24,3%

Mandato completo 2019–2022 (2018→2022): −9,4%.

Tabela: renda real por classe, ano a ano
Rendimento domiciliar per capita médio real (R$ por pessoa, a preços médios de 2025)
AnoClasse baixaClasse médiaClasse alta
20184751.7598.094
20194821.7928.147
20205111.7197.566
20214241.6027.213
20225121.7407.337
20235781.9248.256
20246332.0538.385
20256642.1749.117

Inflação por faixa de renda — nos mesmos meses

Inflação acumulada quanto menor, melhor

Inflação acumulada nos mesmos meses de cada mandato (jan/2019–jul/2022 × jan/2023–jul/2026). Faixas de renda familiar mensal definidas pelo IPEA em valores de jun/2021. Fonte: IPEA, Indicador de Inflação por Faixa de Renda (Ipeadata).

Renda muito baixa (até R$ 1.808,79)

2019–202228,3%2023–202616,5%

Mandato completo 2019–2022: 29,8%.

Renda baixa (R$ 1.808,79 a R$ 2.702,88)

2019–202227,1%2023–202617,4%

Mandato completo 2019–2022: 28,4%.

Renda média-baixa (R$ 2.702,88 a R$ 4.506,47)

2019–202226,2%2023–202617,8%

Mandato completo 2019–2022: 27,4%.

Renda média (R$ 4.506,47 a R$ 8.956,26)

2019–202225,2%2023–202618,5%

Mandato completo 2019–2022: 26,4%.

Renda média-alta (R$ 8.956,26 a R$ 17.764,49)

2019–202223,5%2023–202618,8%

Mandato completo 2019–2022: 24,7%.

Renda alta (acima de R$ 17.764,49)

2019–202223,4%2023–202620,1%

Mandato completo 2019–2022: 25,2%.

Para as propostas dos candidatos, o efeito por classe só aparece quando houver análise oficial ou técnica publicada (IFI, IPEA, Tesouro); sem ela, o Eleitor Informado não atribui prós e contras. Ver as propostas.