JUR-05 · Juros
Endividamento e inadimplência das empresas
Como ler este indicador
Impacto para o país
- Se o número sobe
- Mais empresas atrasam pagamentos: bancos ficam mais cautelosos e cobram mais, o crédito encarece para todas e investimentos e contratações podem ser adiados.
- Se o número desce
- Menos atrasos indicam empresas com caixa para honrar dívidas e crédito com menor risco, o que facilita financiar capital de giro e investimento.
- O ideal
- Inadimplência baixa e estável, com empresas usando crédito para investir e crescer sem que a dívida pese além da capacidade de pagamento.
- Para que serve
- Parcela dos empréstimos de empresas com atraso acima de 90 dias, junto com o tamanho da dívida das empresas em relação ao PIB e os juros que pagam.
- Por que importa
- Atrasos sinalizam empresas com dificuldade de pagar, o que leva bancos a restringir crédito e pode afetar investimento e emprego.
- Leitura
- Quanto menor, melhor A leitura vale para a inadimplência (série principal): menos atraso indica empresas com finanças mais saudáveis. O saldo de crédito em % do PIB não tem direção consensual: pode crescer por investimento ou por aperto de caixa.
- Meta oficial
- Não há meta oficial com valor e prazo registrada para este indicador.
Referência — mandato completo (2019–2022 × 2023–2026, com 8 meses de 2026): Bolsonaro (2019–2022) (1,86 × 2,72)
Só o dado mais recente (mesma altura de cada mandato, inclui 2026): Bolsonaro (2019–2022) (No 44º período do mandato: ago/2022 = 1,62 × ago/2026 = 3,35)
Anos completos (2026 fora): Bolsonaro (2019–2022)
Sem os anos da pandemia (2020 e 2021): Bolsonaro (2019 e 2022)
Média anual (%) — média de 2019–2022: 1,86 · 2023–2025: 2,62 (%).
Compara resultados, não prova que o governo os causou: pandemia (2020–2021), cenário externo, Congresso, Banco Central e estados também influenciam. Nos anos completos, 2026 não entra (ano em curso); na comparação até o último dado, 2026 entra como período parcial, sempre contra os mesmos meses de 2019–2022. Diferença menor que 10% da variação típica anual conta como empate. Ver todos os indicadores e montar um painel com pesos.
Como as decisões do governo afetam este número no tempo
- Curto prazo · até 1 anoA Selic é do Copom; o governo influencia o crédito às empresas via bancos públicos, BNDES, crédito direcionado e fundos de garantia como o Pronampe.
- Médio prazo · 1 a 4 anosGarantias públicas e renegociações reduzem atrasos de pequenas empresas, mas têm custo fiscal; juros altos elevam a inadimplência com atraso.
- Longo prazo · mais de 4 anosMercado de títulos de dívida, segurança jurídica das garantias e recuperação judicial eficiente moldam o crédito às empresas.
- Herança
- Empréstimos e garantias contratados antes da posse seguem no saldo e nos atrasos do início do mandato.
- Peso do governo federal
- Baixo: depende mais de estados, mercado, clima ou cenário externo Banco Central (Selic e regulação), bancos privados, mercado de capitais, câmbio (dívida externa), ciclo econômico.
Fontes: Lei nº 13.999/2020 — Pronampe (crédito com garantia pública a micro e pequenas empresas) · Lei Complementar nº 179/2021 — autonomia do Banco Central e mandatos da diretoria
Dados até ago/2026 · coletado em 15/10/2026, 09:50 · Estatísticas do BCB: revisado (revisões rotineiras; Metodologia §7).
Comparação entre os períodos
Média dos valores do ano (exige o ano completo). Resumo: média dos anos. Bolsonaro: 2019–2022. Lula: 2023–2025 (3 ano(s) completo(s); 2026 não entra).
Atenção ao comparar
- Quantidade de anos diferente: Bolsonaro 4 ano(s) com dado; Lula 3 ano(s) completo(s) com dado (2026 não entra).
Quanto menor, melhor. Número mais alto é pior para o país. A leitura vale para a inadimplência (série principal): menos atraso indica empresas com finanças mais saudáveis. O saldo de crédito em % do PIB não tem direção consensual: pode crescer por investimento ou por aperto de caixa.
Tabela com os dados do gráfico
| Período | Mandato | Média anual (%) | Estado / nota |
|---|---|---|---|
| 2019 | Bolsonaro 2019–2022 | 2,48 | Revisado |
| 2020 | Bolsonaro 2019–2022 | 1,91 | Revisado |
| 2021 | Bolsonaro 2019–2022 | 1,43 | Revisado |
| 2022 | Bolsonaro 2019–2022 | 1,61 | Revisado |
| 2023 | Lula 2023–2026 | 2,57 | Revisado |
| 2024 | Lula 2023–2026 | 2,61 | Revisado |
| 2025 | Lula 2023–2026 | 2,68 | Revisado |
Abrir no comparador (janela personalizada, lacunas, revisões e fonte original).
Notas da coleta
- Resolução CMN 4.966 (jan/2025) mudou critérios e elevou a inadimplência medida: o BC estima cerca de 40% da alta entre dez/2024 e jun/2026 (RPM set/2026).
- Crédito ampliado inclui empréstimos do SFN, títulos de dívida e dívida externa de empresas privadas e estatais não financeiras (Estudo Especial 50 do BC).
- Programas emergenciais de 2020–2021 (crédito garantido, carências) reduziram temporariamente a inadimplência.
Ficha metodológica
- Definição e unidade
- percentual da carteira de crédito do SFN a pessoas jurídicas com pelo menos uma parcela em atraso há mais de 90 dias (total e recursos livres), em %;
- endividamento das empresas pelo crédito ampliado (empréstimos do SFN, títulos de dívida e dívida externa) em proporção do PIB de 12 meses, em %;
- saldo do crédito do SFN a pessoas jurídicas em % do PIB;
- taxa média de juros das novas operações de crédito a pessoas jurídicas, em % a.a.
- Fonte e URL oficial
- Banco Central, SGS 21083 e 21086 (inadimplência), 28867 (crédito ampliado a empresas/PIB), 20623 (crédito SFN a PJ/PIB) e 20715 (juros PJ). Página: https://dadosabertos.bcb.gov.br/dataset/21083-inadimplencia-da-carteira-de-credito---pessoas-juridicas---total. Conceito do crédito ampliado: Estudo Especial 50 ·
SRC-BCB-SGS - Periodicidade e cobertura
- mensal. As séries de inadimplência e juros começam em mar/2011, o crédito SFN/PIB em mar/2007 e o crédito ampliado em jan/2013. Usado: dez/2018 até o último.
- Atualização
- todas as séries têm último dado verificado em ago/2026 (consulta de 15/10/2026). O crédito ampliado sai "até quatro semanas após o mês de referência" (catálogo do BCB).
- Método de cálculo
- C1: média anual (inadimplência e juros) e valor de dezembro (saldos em % do PIB). C2 e C3 conforme §3. Diferenças em p.p.
- Estado
- revisado.
- Limitações e fatores externos
- Quebra em jan/2025: a Resolução CMN 4.966 mudou a forma de medir a inadimplência. Segundo o BC, os novos critérios explicam "cerca de 40% do aumento na taxa de inadimplência da carteira de crédito apurado entre dezembro de 2024 e junho de 2026" (RPM set/2026). Comparações que incluem 2025–2026 devem trazer essa nota.
- Programas emergenciais de 2020–2021: crédito com garantia pública (por exemplo, o Pronampe, Lei 13.999/2020), carências e renegociações reduziram temporariamente a inadimplência medida.
- Leitura do crédito/PIB: o crédito sobe por bons motivos (investimento, acesso de pequenas empresas) e por maus (empresas rolando dívida para cobrir prejuízo). O PIB nominal no denominador faz a razão cair com inflação alta e subir em recessão; daí o salto de 2020.
- Abrangência do crédito ampliado: inclui estatais não financeiras e empréstimos intercompanhia do exterior, e deixa de fora os créditos comerciais entre residentes (Estudo Especial 49). A parcela em moeda estrangeira oscila com o câmbio.
- Juros médios: a média depende da composição entre crédito livre e direcionado (BNDES) e entre modalidades.
- Influência federal
- Baixa. O Copom decide a Selic. O governo influencia indiretamente por bancos públicos, BNDES, crédito direcionado e programas de garantia.
- Comparações disponíveis
- C1 ✔ · C2 ✔ · C3 ✔. A inadimplência a partir de 2025 deve ser lida com a nota da Res. CMN 4.966.
Fontes e proveniência
- SRC-BCB-SGS — BCB · Sistema Gerenciador de Séries Temporais
| Série | Unidade | Observações | Snapshot |
|---|---|---|---|
Inadimplência da carteira de crédito — pessoas jurídicas, total SGS:21083 | % | 93 (dez/2018 a ago/2026) | SRC-BCB-SGS:c88a18b37c9eec3c |
Inadimplência da carteira de crédito com recursos livres — pessoas jurídicas SGS:21086 | % | 93 (dez/2018 a ago/2026) | SRC-BCB-SGS:23dbc39e52c50d2b |
Crédito ampliado concedido a empresas em relação ao PIB SGS:28867 | % | 93 (dez/2018 a ago/2026) | SRC-BCB-SGS:7c44fc17557c0719 |
Saldo da carteira de crédito do SFN a pessoas jurídicas em relação ao PIB SGS:20623 | % | 93 (dez/2018 a ago/2026) | SRC-BCB-SGS:ce53e51280edd64b |
Taxa média de juros das novas operações de crédito — pessoas jurídicas, total SGS:20715 | % a.a. | 93 (dez/2018 a ago/2026) | SRC-BCB-SGS:e209b22c4399ae7e |
Propostas dos candidatos para juros — em página separada (módulo Eleição 2026).