SAU-04 · Saúde
Mortalidade infantil indígena
Como ler este indicador
Impacto para o país
- Se o número sobe
- Mais bebês indígenas morrem antes de 1 ano: sinal de falta de atendimento, saneamento, alimentação ou de surtos como malária e pneumonia nas aldeias.
- Se o número desce
- Menos mortes de bebês indígenas indicam atenção básica, vacinação e alimentação chegando às aldeias.
- O ideal
- Mortalidade infantil indígena caindo até o nível do restante do país, com nascimentos e óbitos bem registrados.
- Para que serve
- Mortes de bebês indígenas antes de 1 ano a cada mil nascidos vivos indígenas.
- Por que importa
- Mede o acesso dos povos indígenas à saúde; a atenção básica indígena é federal (SESAI).
- Leitura
- Quanto menor, melhor Menos mortes de bebês é melhor; um registro de cor/raça mais completo pode aumentar a contagem sem piora real.
- Meta oficial
- Não há meta oficial com valor e prazo registrada para este indicador.
Referência — mandato completo (2019–2022 × 2023–2025): empate técnico (24,98 × 25,01) — 2026 ainda não tem dado publicado nesta métrica (ou é soma/variação anual, que não se compara com meio ano).
Só o dado mais recente (mesma altura de cada mandato, inclui 2026): Bolsonaro (2019–2022) (No 3º período do mandato: 2021 = 23,39 × 2025 = 24,73)
Anos completos (2026 fora): praticamente igual nos dois períodos
Sem os anos da pandemia (2020 e 2021): Lula (2023–2025) — a pandemia muda o lado mais favorável neste indicador.
Média anual (por 1.000 nascidos vivos) — média de 2019–2022: 24,98 · 2023–2025: 25,01 (por 1.000 nascidos vivos).
Compara resultados, não prova que o governo os causou: pandemia (2020–2021), cenário externo, Congresso, Banco Central e estados também influenciam. Nos anos completos, 2026 não entra (ano em curso); na comparação até o último dado, 2026 entra como período parcial, sempre contra os mesmos meses de 2019–2022. Diferença menor que 10% da variação típica anual conta como empate. Ver todos os indicadores e montar um painel com pesos.
Como as decisões do governo afetam este número no tempo
- Curto prazo · até 1 anoEquipes, remoções aéreas, insumos e combate à malária nos distritos sanitários indígenas mudam o atendimento e as mortes evitáveis já no ano seguinte.
- Médio prazo · 1 a 4 anosSaneamento nas aldeias, segurança alimentar e registro de nascimentos e óbitos melhoram o número e a qualidade do dado.
- Longo prazo · mais de 4 anosProteção dos territórios contra invasões, escolaridade das mães e renda das famílias indígenas.
- Herança
- Desnutrição, malária e falta de registro acumuladas antes pesam nos primeiros anos e mudam a própria contagem.
- Peso do governo federal
- Alto: o governo federal tem instrumento direto Garimpo e invasões de terras, clima, rede hospitalar de estados e municípios e qualidade do registro de cor/raça.
Dados até 2025 · coletado em 15/10/2026, 11:23 · SIM e SINASC (DATASUS): finais até 2024; 2025 preliminar (nota do TabNet), sujeito a revisão.
Comparação entre os períodos
Valor anual publicado. Resumo: média dos anos. Bolsonaro: 2019–2022. Lula: 2023–2025 (3 ano(s) completo(s); 2026 não entra).
Atenção ao comparar
- Quantidade de anos diferente: Bolsonaro 4 ano(s) com dado; Lula 3 ano(s) completo(s) com dado (2026 não entra).
Quanto menor, melhor. Número mais alto é pior para o país. Menos mortes de bebês é melhor; um registro de cor/raça mais completo pode aumentar a contagem sem piora real.
Tabela com os dados do gráfico
| Período | Mandato | Média anual (por 1.000 nascidos vivos) | Estado / nota |
|---|---|---|---|
| 2019 | Bolsonaro 2019–2022 | 27,53 | Definitivo |
| 2020 | Bolsonaro 2019–2022 | 22,84 | Definitivo |
| 2021 | Bolsonaro 2019–2022 | 23,39 | Definitivo |
| 2022 | Bolsonaro 2019–2022 | 26,17 | Definitivo |
| 2023 | Lula 2023–2026 | 25,86 | Definitivo |
| 2024 | Lula 2023–2026 | 24,43 | Definitivo |
| 2025 | Lula 2023–2026 | 24,73 | Preliminar |
Abrir no comparador (janela personalizada, lacunas, revisões e fonte original).
Notas da coleta
- Método direto: óbitos de menores de 1 ano de cor/raça indígena (SIM, por residência) ÷ nascidos vivos de cor/raça indígena (SINASC, por residência da mãe) × 1.000, sem correção de sub-registro.
- A cor/raça vem da declaração de óbito (criança falecida) e da declaração de nascido vivo (recém-nascido): campos preenchidos por pessoas diferentes; a proporção de óbitos infantis com cor/raça ignorada caiu de 2018 a 2025 (série à parte), o que pode elevar a contagem indígena sem mudança real.
- Abrange todos os povos indígenas do país, dentro e fora de terras indígenas; não mede o território Yanomami (os óbitos do DSEI Yanomami e Ye'kuana saem do SIASI/SESAI e só são publicados em informes do COE-Yanomami, sem série aberta; o próprio Ministério diz que 2019–2022 e 2023+ não são comparáveis por subnotificação até 2022).
Ficha metodológica
- Definição e unidade
- óbitos de menores de 1 ano de cor/raça indígena por 1.000 nascidos vivos de cor/raça indígena.
- Fonte e URL oficial
Ministério da Saúde, DATASUS, TabNet, consultado por formulário (POST) com o recorte "Cor/raça = Indígena".
- Numerador: SIM, óbitos de menores de 1 ano por residência (
sim/cnv/inf10uf.def, linha "Ano do Óbito", medida "Óbitos p/Residênc", arquivosinfuf{aa}.dbf). - Denominador: SINASC, nascidos vivos por residência da mãe, cor/raça do nascido (
sinasc/cnv/nvuf.def, "Nascim p/resid.mãe",nvuf{aa}.dbf). - URLs: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sim/cnv/inf10uf.def e http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sinasc/cnv/nvuf.def ·
SRC-MS-DATASUS.
- Numerador: SIM, óbitos de menores de 1 ano por residência (
- Periodicidade e cobertura
- anual, Brasil. Usado: 2018 até o último ano disponível.
- Atualização
- último dado verificado 2025, preliminar (coleta de 15/10/2026). Finais até 2024.
- Método de cálculo
- TMI indígena = óbitos <1 ano indígenas ÷ nascidos vivos indígenas × 1.000, por ano e local de residência. Método direto, sem correção de sub-registro.
- Série complementar: óbitos infantis com cor/raça ignorada, para acompanhar a qualidade do registro.
- C1: média anual 2019–2022 × 2023–2025 (2025 preliminar, com selo). C2: anos equivalentes. C3: série.
- Estado
- definitivo até 2024; preliminar em 2025.
- Limitações e fatores externos
- A cor/raça é declarada em documentos diferentes (declaração de óbito e de nascido vivo).
- A queda de "ignorado" (2.826 em 2018 → 1.645 em 2024) pode aumentar a contagem indígena sem mudança real.
- Números pequenos e voláteis.
- O sub-registro é maior em áreas remotas.
- Abrange todos os povos indígenas, dentro e fora de terras indígenas, e não mede o território Yanomami. Os óbitos do DSEI Yanomami e Ye'kuana (SIASI/SESAI) só saem em informes do COE-Yanomami, e o Ministério declara 2019–2022 subnotificado e não comparável com 2023+.
- Influência federal
- Alta. A atenção primária indígena é federal (SESAI).
- Comparações disponíveis
- C1 ✔ (4 × 3, com 2025 preliminar) · C2 ✔ · C3 ✔
Fontes e proveniência
- SRC-MS-DATASUS — DATASUS · TabNet
| Série | Unidade | Observações | Snapshot |
|---|---|---|---|
Taxa de mortalidade infantil indígena (por 1.000 nascidos vivos indígenas) SAU-04:tmi-indigena | por 1.000 nascidos vivos | 8 (2018 a 2025) | SRC-MS-DATASUS:d597950426e03555 |
Óbitos de menores de 1 ano de cor/raça indígena, por residência (SIM) TABNET:obitos-infantis:indigena | óbitos | 8 (2018 a 2025) | SRC-MS-DATASUS:d597950426e03555 |
Nascidos vivos de cor/raça indígena, por residência da mãe (SINASC) TABNET:nascidos-vivos:indigena | nascidos vivos | 8 (2018 a 2025) | SRC-MS-DATASUS:4ed5b7b5ca44dde9 |
Óbitos de menores de 1 ano com cor/raça ignorada (SIM) — qualidade do registro TABNET:obitos-infantis:cor-ignorada | óbitos | 8 (2018 a 2025) | SRC-MS-DATASUS:f14724be3612e89c |
Propostas dos candidatos para saúde — em página separada (módulo Eleição 2026).