Módulo Histórico

Bolsonaro 2019–2022 × Lula 2023–2026

Resultados observados em dados oficiais. 2026 é parcial (até a última data publicada). Não há atribuição automática ao presidente.

Azul: Jair Bolsonaro (2019–2022) e Flávio Bolsonaro (candidato) · Vermelho: Lula. A cor identifica o lado; os resultados de 2019–2022 são do governo Jair Bolsonaro, não de Flávio, que não exerceu a Presidência.

SAU-04 · Saúde

Mortalidade infantil indígena

Dado oficialPreliminarParcialInfluência federal: Alta

Como ler este indicador

Impacto para o país

Se o número sobe
Mais bebês indígenas morrem antes de 1 ano: sinal de falta de atendimento, saneamento, alimentação ou de surtos como malária e pneumonia nas aldeias.
Se o número desce
Menos mortes de bebês indígenas indicam atenção básica, vacinação e alimentação chegando às aldeias.
O ideal
Mortalidade infantil indígena caindo até o nível do restante do país, com nascimentos e óbitos bem registrados.
Para que serve
Mortes de bebês indígenas antes de 1 ano a cada mil nascidos vivos indígenas.
Por que importa
Mede o acesso dos povos indígenas à saúde; a atenção básica indígena é federal (SESAI).
Leitura
Quanto menor, melhor Menos mortes de bebês é melhor; um registro de cor/raça mais completo pode aumentar a contagem sem piora real.
Meta oficial
Não há meta oficial com valor e prazo registrada para este indicador.

Referência — mandato completo (2019–2022 × 2023–2025): empate técnico (24,98 × 25,01) — 2026 ainda não tem dado publicado nesta métrica (ou é soma/variação anual, que não se compara com meio ano).

Só o dado mais recente (mesma altura de cada mandato, inclui 2026): Bolsonaro (2019–2022) (No 3º período do mandato: 2021 = 23,39 × 2025 = 24,73)

Anos completos (2026 fora): praticamente igual nos dois períodos

Sem os anos da pandemia (2020 e 2021): Lula (2023–2025) — a pandemia muda o lado mais favorável neste indicador.

Média anual (por 1.000 nascidos vivos) — média de 2019–2022: 24,98 · 2023–2025: 25,01 (por 1.000 nascidos vivos).

Compara resultados, não prova que o governo os causou: pandemia (2020–2021), cenário externo, Congresso, Banco Central e estados também influenciam. Nos anos completos, 2026 não entra (ano em curso); na comparação até o último dado, 2026 entra como período parcial, sempre contra os mesmos meses de 2019–2022. Diferença menor que 10% da variação típica anual conta como empate. Ver todos os indicadores e montar um painel com pesos.

Como as decisões do governo afetam este número no tempo

  1. Curto prazo · até 1 anoEquipes, remoções aéreas, insumos e combate à malária nos distritos sanitários indígenas mudam o atendimento e as mortes evitáveis já no ano seguinte.
  2. Médio prazo · 1 a 4 anosSaneamento nas aldeias, segurança alimentar e registro de nascimentos e óbitos melhoram o número e a qualidade do dado.
  3. Longo prazo · mais de 4 anosProteção dos territórios contra invasões, escolaridade das mães e renda das famílias indígenas.
Herança
Desnutrição, malária e falta de registro acumuladas antes pesam nos primeiros anos e mudam a própria contagem.
Peso do governo federal
Alto: o governo federal tem instrumento direto Garimpo e invasões de terras, clima, rede hospitalar de estados e municípios e qualidade do registro de cor/raça.

Dados até 2025 · coletado em 15/10/2026, 11:23 · SIM e SINASC (DATASUS): finais até 2024; 2025 preliminar (nota do TabNet), sujeito a revisão.

Comparação entre os períodos

Valor anual publicado. Resumo: média dos anos. Bolsonaro: 2019–2022. Lula: 2023–2025 (3 ano(s) completo(s); 2026 não entra).

Atenção ao comparar

  • Quantidade de anos diferente: Bolsonaro 4 ano(s) com dado; Lula 3 ano(s) completo(s) com dado (2026 não entra).

Quanto menor, melhor. Número mais alto é pior para o país. Menos mortes de bebês é melhor; um registro de cor/raça mais completo pode aumentar a contagem sem piora real.

Bolsonaro 2019–2022
Média dos anos (4) · Média aritmética
24,98 por 1.000 nascidos vivos
Média dos valores anuais
Lula 2023–2026
Média dos anos (3) · Média aritmética
25,01 por 1.000 nascidos vivos
Média dos valores anuais
Tabela com os dados do gráfico
Valores por ano civil
PeríodoMandatoMédia anual (por 1.000 nascidos vivos)Estado / nota
2019Bolsonaro 2019–202227,53Definitivo
2020Bolsonaro 2019–202222,84Definitivo
2021Bolsonaro 2019–202223,39Definitivo
2022Bolsonaro 2019–202226,17Definitivo
2023Lula 2023–202625,86Definitivo
2024Lula 2023–202624,43Definitivo
2025Lula 2023–202624,73Preliminar

Abrir no comparador (janela personalizada, lacunas, revisões e fonte original).

Notas da coleta

  • Método direto: óbitos de menores de 1 ano de cor/raça indígena (SIM, por residência) ÷ nascidos vivos de cor/raça indígena (SINASC, por residência da mãe) × 1.000, sem correção de sub-registro.
  • A cor/raça vem da declaração de óbito (criança falecida) e da declaração de nascido vivo (recém-nascido): campos preenchidos por pessoas diferentes; a proporção de óbitos infantis com cor/raça ignorada caiu de 2018 a 2025 (série à parte), o que pode elevar a contagem indígena sem mudança real.
  • Abrange todos os povos indígenas do país, dentro e fora de terras indígenas; não mede o território Yanomami (os óbitos do DSEI Yanomami e Ye'kuana saem do SIASI/SESAI e só são publicados em informes do COE-Yanomami, sem série aberta; o próprio Ministério diz que 2019–2022 e 2023+ não são comparáveis por subnotificação até 2022).

Ficha metodológica

Definição e unidade
óbitos de menores de 1 ano de cor/raça indígena por 1.000 nascidos vivos de cor/raça indígena.
Fonte e URL oficial

Ministério da Saúde, DATASUS, TabNet, consultado por formulário (POST) com o recorte "Cor/raça = Indígena".

Periodicidade e cobertura
anual, Brasil. Usado: 2018 até o último ano disponível.
Atualização
último dado verificado 2025, preliminar (coleta de 15/10/2026). Finais até 2024.
Método de cálculo
  • TMI indígena = óbitos <1 ano indígenas ÷ nascidos vivos indígenas × 1.000, por ano e local de residência. Método direto, sem correção de sub-registro.
  • Série complementar: óbitos infantis com cor/raça ignorada, para acompanhar a qualidade do registro.
  • C1: média anual 2019–2022 × 2023–2025 (2025 preliminar, com selo). C2: anos equivalentes. C3: série.
Estado
definitivo até 2024; preliminar em 2025.
Limitações e fatores externos
  • A cor/raça é declarada em documentos diferentes (declaração de óbito e de nascido vivo).
  • A queda de "ignorado" (2.826 em 2018 → 1.645 em 2024) pode aumentar a contagem indígena sem mudança real.
  • Números pequenos e voláteis.
  • O sub-registro é maior em áreas remotas.
  • Abrange todos os povos indígenas, dentro e fora de terras indígenas, e não mede o território Yanomami. Os óbitos do DSEI Yanomami e Ye'kuana (SIASI/SESAI) só saem em informes do COE-Yanomami, e o Ministério declara 2019–2022 subnotificado e não comparável com 2023+.
Influência federal
Alta. A atenção primária indígena é federal (SESAI).
Comparações disponíveis
C1 ✔ (4 × 3, com 2025 preliminar) · C2 ✔ · C3 ✔

Fontes e proveniência

Séries coletadas e snapshots
SérieUnidadeObservaçõesSnapshot
Taxa de mortalidade infantil indígena (por 1.000 nascidos vivos indígenas) SAU-04:tmi-indigenapor 1.000 nascidos vivos8 (2018 a 2025)SRC-MS-DATASUS:d597950426e03555
Óbitos de menores de 1 ano de cor/raça indígena, por residência (SIM) TABNET:obitos-infantis:indigenaóbitos8 (2018 a 2025)SRC-MS-DATASUS:d597950426e03555
Nascidos vivos de cor/raça indígena, por residência da mãe (SINASC) TABNET:nascidos-vivos:indigenanascidos vivos8 (2018 a 2025)SRC-MS-DATASUS:4ed5b7b5ca44dde9
Óbitos de menores de 1 ano com cor/raça ignorada (SIM) — qualidade do registro TABNET:obitos-infantis:cor-ignoradaóbitos8 (2018 a 2025)SRC-MS-DATASUS:f14724be3612e89c

Propostas dos candidatos para saúde — em página separada (módulo Eleição 2026).