Resultados observados em dados oficiais. 2026 é parcial (até a última data publicada). Não há atribuição automática ao presidente.
Azul: Jair Bolsonaro (2019–2022) e Flávio Bolsonaro (candidato) · Vermelho: Lula. A cor identifica o lado; os resultados de 2019–2022 são do governo Jair Bolsonaro, não de Flávio, que não exerceu a Presidência.
Endividamento de famílias e empresas
Quanto famílias e empresas devem, quanto da renda vai para as parcelas e quantos estão com pagamentos atrasados — e por que isso afeta consumo, investimento e emprego no curto, médio e longo prazo.
Por que o endividamento importa
Famílias
Curto prazo: dívida permite antecipar consumo e comprar casa ou carro, o que sustenta vendas e empregos. Médio prazo: quando cresce mais que a renda, as parcelas tomam espaço do orçamento: os atrasos aumentam e os bancos ficam mais seletivos e cobram mais, o que freia o consumo. Longo prazo: famílias muito endividadas têm menos folga para poupar e para enfrentar juros altos ou desemprego.
Curto prazo: crédito financia capital de giro e investimento em máquinas e obras, o que pode ampliar produção e emprego. Médio prazo: se a dívida cresce mais que o caixa, os juros pesam: aumentam os atrasos e os bancos restringem novos empréstimos, o que adia investimentos. Longo prazo: empresas muito endividadas tendem a investir menos e ficam mais expostas a juros altos.
Os juros são decididos pelo Copom, do Banco Central, autônomo desde 2021. O governo influencia o crédito por bancos públicos, BNDES, crédito direcionado e programas de garantia e renegociação. Comparar períodos não prova que um governo causou o resultado.
▼ Pior em 2023–2026 do que em 2019–2022Herança negativa: já piorava em 2022, no governo anterior
Média 2019–2022
3,4%
Média 2023–2025
4,1%
Último (ago/2026)
6,0%
Desde jan/2025 a regra de medição mudou (Resolução CMN 4.966): segundo o Banco Central, os novos critérios explicam “cerca de 40% do aumento na taxa de inadimplência da carteira de crédito apurado entre dezembro de 2024 e junho de 2026”.
▼ Pior em 2023–2026 do que em 2019–2022Herança negativa: já piorava em 2022, no governo anterior
Média 2019–2022
1,9%
Média 2023–2025
2,6%
Último (ago/2026)
3,4%
Desde jan/2025 a regra de medição mudou (Resolução CMN 4.966): segundo o Banco Central, os novos critérios explicam “cerca de 40% do aumento na taxa de inadimplência da carteira de crédito apurado entre dezembro de 2024 e junho de 2026”.
Fontes: Banco Central, séries do SGS (fichas JUR-04, PDC-02 e JUR-05). Quebra de série da inadimplência: Relatório de Política Monetária, set/2026, p. 25. Programas emergenciais de 2020–2021 (crédito com garantia pública, carências e renegociações) reduziram temporariamente os atrasos medidos.